LOJA MONTARIA
LIVROS DA EDITORA DO BISPO NA MONTARIA

É com prazer que informamos que recebemos três títulos desta editora na nossa loja: Aurélia-A Dicionária da Lingua Afiada , o Catecismo de Devoções , Intimidades & Pornografias e o Ttsss...
São livros incríveis ! Seguem abaixo os releases para que conheçam mais sobre eles. Façam uma visita a loja e confiram de perto.
SOBRE A EDITORA DO BISPO
Segundo o site da editora:
"Fundada em São Paulo,SP, Brasil, no ano da graça de 2005, a Editora do Bispo atua em quatro segmentos mitológicos:sexo,drogas,rock'n'roll e religião.
Na contramão da caretice e do conservadorismo do mundo editorial , os livros do bispo têm a beleza do pecado e da desobediência. Pelo que dizem e como são apresentados. Um tanto quanto sádico e celebrativo , o bispo adora juntar forma e conteúdo em um só mandamento. Assim será.
Enquanto o mercado condena os livros à chatice e à feiúra, o bispo os redime em nome de uma nova experiência de formatos. Fugiremos da obviedade como o diabo corre da cruz. "
Para saber mais entre em www.editoradobispo.com.br
AURÉLIA, A DICIONÁRIA DA LÍNGUA AFIADA
EDITORA DO BISPO LANÇA “AURÉLIA”,
O PRIMEIRO DICIONÁRIO GAY DO BRASIL
Finalmente a língua portuguesa ganha o seu primeiro grande dicionário de palavras e expressões utilizadas no universo dos gays, lésbicas e simpatizantes. Trata-se de “Aurélia – a dicionária da língua afiada”, um trabalho minucioso e apurado dos pesquisadores e artistas Fred Lib e Ângelo Vip.
Com o selo da Editora do Bispo e um requintado projeto gráfico da artista plástica Pinky Wainer, “Aurélia” será lançado no final de maio em em São Paulo e logo em seguida nas principais capitais do país.
Além dos verbetes colhidos em todas as regiões do Brasil, os autores rechearam o dicionário com “palavras gays” de Portugal e outras países do mundo que falam o português.
O livro traz, além da classificação formal utilizada pelos dicionários convencionais _substantivos, adjetivos, advérbios etc_, a origem geográfica dos vocábulos e expressões.
“Nossa intenção foi a de levantar o maior número possível de termos ligados de alguma forma à cultura gay e lésbica e reuni-los num volume que retrate seus usos mais comuns na prática da Nossa Língua Portuguesa!”, lembram os autores no preâmbulo da obra.
Bom humor é o que não falta ao “Aurélia”, que não preza pelo “politicamente correto”, optando por documentar a linguagem utilizada realmente no universo GLS.
O dicionário consegue unir desde palavras do cotidiano dos sertões e veredas do Brasil ao “idioma” particularíssimo das boates e clubes modernos da noite paulistana.
Interessante saber que “Aurélia” é uma obra aberta ao infinitum, a cada edição pode ganhar novíssimos verbetes dessa “língua afiada” que não para de se renovar a cada instante.
Informativo sem ser chato, culto sem ser enfadonho e divertido sem ser banal, o mais recente livro da Editora do Bispo é um documento vivo do nosso tempo. Os dicionários convencionais certamente, aos poucos, terão que incorporar essa riqueza revelada pelo “Aurélia”
“Aurélia” tem apresentação, “uma prefacia”, como ele prefere, do Dr. A. Jaccoud, doutor em lingüística, especialista na obra de Saussaure, PhD em lexicografia, filólogo e googlemaníaco apenas nas horas de dúvidas extremas.
Por decisão da editora e dos autores, parte da renda do livro será revertida para a Casa de Apoio Brenda Lee http://www.blogger.com/www.brendalee.org.br e Associação François Xavier Bagnoud http://www.blogger.com/www.aidsbrasil.org.br.
Alguns Verbetes:
A - art.def.f. No mundo gay, o artigo definido feminino é, em muitos casos,
anteposto a substantivos próprios ou comuns do gênero masculino, sendo que,
no caso dos comuns, o substantivo ele próprio também passa, se possível,
para o feminino, criando-se um neologismo. Ex.: A Pedro, a Mário, a Zezinho,
a Robertão; a prédia, a fota, a relógia, a dicionária.
Aurélia - S.f. 1. Bicha metida a conhecedora profunda do bajubá; jurando que sabe de tudo; 2. Bicha filóloga, lexicóloga, googleóloga, control-efóloga, eustômica, eloquente, disléxica, prolixa e extremamente divertida; 3. Bicha rica, dona de ilha, que não tem medo de comprar os maridos, uns seixas; 4. Meu cu.
Abravanar - V.intr. Fechar (acepção 2); ferver; arrasar.
Aqüé - (do bajubá) S.m. Dinheiro; outros termos: aqüesh, aqüest, boi
(acepção 2), bufunfa, din-din, grana, matambira, paleco, teça.
Fazer - V.t.d. Copular; transar; atender.
Lassie (léssi)- S.m. Mulher ou bicha cachorra com cabelos descoloridos.
Lamber o carpete - Expr. Sexo oral entre lésbicas.
Víptima - S.f. Bicha que sofre do mal da viptimização, isto é, quer ser vip
em todo e qualquer lugar. Ex.: A Víptor é uma víptima.
“AURÉLIA, A DICIONÁRIA DA LÍNGUA AFIADA”
Autor: Fred Lib e Ângelo Vip
144 págs.
Número de verbetes: 1.300
Formato: 11 x 20 cm
Isbn 85-99307-10-X
Autores Angelo Vip, Fred Libi
Formato: 11 x 20cm
Nº de pags. 144
TTSSS...
EXTRA, EXTRA, EXTRA!
Sai o primeiro livro sobre pixação do mundo
Pixação*, pichação, vandalismo, arte de vanguarda, sujeira, legítima e autêntica estética de SP, escândalo, crime, os Gutenbergs da nova era imprimem suas marcas nos jardins suspensos da Babilônia paulistana...
Decifra ou eles te devoram!
Polícia!
Estado!
Atenção, vigiar, punir, direita, esquerda, volver!
EXTRA, EXTRA, EXTRA!!!
A Editora do Bispo orgulhosamente apresenta o primeiro livro sobre o assunto no mundo:
“TTSSS – a grande arte da pixação em São Paulo/Brasil”, edição bilíngüe, com textos, fotos e tipologia gráfica. A organização é de Boleta, um dos papas do gênero, com fotos de João Wainer e do próprio organizador. O livro traz ainda um pequeno ensaio da artista Pinky Wainer e uma crônica panfletária de Xico Sá.
“TTSSS”, que é o som do barulho do spray, vai ser lançado simultaneamente no Brasil e nas cidades de Berlin, Madrid, Paris, Londres e Nova York, lugares onde a pixação paulistana é objeto de culto e desejo.
A grande arte é pixação, o resto é grafite!
*A Editora do Bispo adotou a grafia “pixação”, como usada pelos pixadores _em vez de “pichação”, como manda a norma culta.
TTSSS – a grande arte da pixação em SP/Brasil
Org. Boleta
Edição bilíngüe
Págs: 152
O caos é lindo*
Por Pinky Wainer
Foi a partir de uma agenda do pixador Boleta, organizador desse volume e integrante da primeira geração do VÍCIO - uma das gangues mais ativas e antigas de São Paulo - que este livro veio ao mundo. No seu caderno “histórico”, iniciado em 1988 e concluído em 1998, ele reuniu, como é comum entre a moçada do pixo, assinaturas de grifes*, símbolos*, grapixos*, tags*, trow-ups*, stickers* e desenhos. É um documento que acompanha a evolução do pixo em SP.
Páginas dessa coleção de “autógrafos” foram aqui reproduzidas, na íntegra ou nos seus detalhes. Depois, vieram as fotos, que revelam como essa “pixografia” dá um sentido de caos e beleza ao se espraiar por todos os lugares e alturas da cidade.
A Editora do Bispo vê na pixação uma linguagem contemporânea do sec.XXI. Da agenda, decodificamos alfabetos, logotipias e traços que, vistos fora de seu contexto habitual revelam uma criação gráfica original e sofisticada.
“Ttsss” não pretende ser uma enciclopédia completa ou tratado geral da pixação, mas representa um importante apanhado de uma geração de jovens artistas, a maioria pertencente ao país dos excluídos, que fez e faz dos seus signos um dos fenômenos urbanos mais explessivos dos últimos tempos.
Pixadores e seus hieroglifos indecifráveis e trangressores são odiados, assustando os bem pensantes do banal. Nenhuma novidade. Desde sempre jovens vivem seus rituais de passagem usando os meios e a mídia de seu tempo. Gangues formadas por jovens agressivos, cheios de testosterona, sempre existiram - e assim será - vide Montéquios e Capuletos revistos em West Side Story, o Muro de Berlin e seus pixos maravilhosos preservados em livros de arte, ou maio de 68 em Paris, quando estudantes barbarizaram os muros da Sorbonne com pérolas como „É proibido proibir” “Fodam-se uns aos outros senão eles te fodem” “A anarquia sou eu”, “Não reclamaremos nada. Não pediremos nada. Tomaremos. Ocuparemos”. E mais e mais.
Deixo para profissionais a discussão acadêmica e policial. Antes que algum apressadinho veja no livro um louvor explícito ao “vandalismo” ou algo do gênero, é bom que se diga que à Editora do Bispo interessa, antes de tudo, o estudo e a documentação do fenômeno do que fazer apologia a qualquer tipo de crime ou suposto crime.
No século passado Andy Warhol dizia que no futuro todos teriam seus 15 minutos de fama. Agora que chegamos ao futuro tudo é consumido e descartado em duas edições de alguma revista semanal. Poucas são as formas de arte descompromissadas com o sonho da fama e da grana. O pixo começou assim. Espero que ao serem domados pelos poderes públicos e incorporados ao circuito oficial da arte –inevitável- esses meninos não percam a atitude e a noção de que só o que é coerente sobrevive.
Pinky Wainer
*``Chaos is beautiful” (Timothy Leary)
CATECISMO DE DEVOÇÕES , INTIMIDADES E PORNOGRAFIAS
XICO SÁ LANÇA “CATECISMO” DE RESPOSTA AO PAPA
Com uma linguagem que usa como modelos os manuais eróticos da antiguidade, a Bíblia e as sacanagens da escola Carlos Zéfiro, o jornalista e escritor Xico Sá, 42, publica o seu “Catecismo de Devoções, Intimidades & Pornografias”, o primeiro livro da Editora do Bispo, lançado em São Paulo na terça-feira do dia 29 de novembro.
“O livro é um tratado de devoção às mulheres e uma defesa radical do hedonismo e do prazer”, diz o autor. “Não deixa de ser também uma resposta ao catecismo do papa Bento XVI, que condena a pornografia e a luxúria”.
As “orações” de Sá abordam dos temas mais antigos, como o uso dos espartilhos e a sodomia, até o sexo virtual dos tempos do Messenger e do Orkut. O livro, de 400 páginas, tem o formato dos pequenos catecismos da Igreja Católica. A capa e o ousadíssimo projeto gráfico é de autoria da artista Pinky Wainer, de quem o autor é sócio na novíssima Editora do Bispo, a primeira no Brasil a defender o “copyfree” ou “copyleft”, liberando seus livros para livre reprodução, desde que citados fonte e autor.
Xico Sá, 42, é colunista da Folha de S.Paulo, além de colaborador das revistas Trip e TPM. É autor de “Modos de Macho & Modinha de Fêmea” (editora Record), “Divina Comédia da Fama” (Objetiva) e “Se um cão vadio aos pés de uma mulher-abismo” (Finaflor). Participa das coletâneas de contos e crônicas “Boa Companhia” (Cia. das Letras), “Dentro de um livro” (Casa da Palavra), “Os cem menores contos do século” (Ateliê) e “Blônicas” (Jabuticaba).
“CATECISMO DE DEVOÇÕES, INTIMIDADES & PORNOGRAFIAS”
Autor: Xico Sá
400 págs.